A Astroscale e a Universidade de Southampton apresentam em conjunto um estudo de viabilidade para serviços de remoção ativa de detritos.

30 de setembro de 2019 - A Astroscale, líder de mercado no desenvolvimento de um serviço para remoção de detritos espaciais e garantia da sustentabilidade orbital a longo prazo, anunciou hoje que colaborará com a Universidade de Southampton em um projeto para investigar os riscos de colisão entre satélites, destacando a necessidade de incentivos financeiros para que as operadoras de satélites contratem serviços ativos de remoção de detritos.
A Universidade de Southampton é uma universidade parceira do programa nacional SPRINT (Rede de Pesquisa e Inovação Espacial para Tecnologia) e o projeto com a Astroscale será financiado pelo SPRINT. O programa oferece às pequenas empresas acesso financiado sem precedentes à experiência das principais universidades espaciais do Reino Unido para apoiar o desenvolvimento de novos produtos e serviços, viabilizados pelo espaço, para seus principais mercados.
Durante os oito meses de duração do projeto, a eficácia de diferentes estratégias de remoção ativa de detritos será determinada utilizando o modelo semideterminístico DAMAGE (Debris Analysis and Monitoring Architecture to the Geosynchronous Environment). O DAMAGE, desenvolvido por Hugh Lewis, professor da Faculdade de Engenharia e Ciências Físicas da Universidade de Southampton, simula a evolução futura das populações de detritos e auxilia na quantificação do valor financeiro da remoção de detritos para operadores de satélites. O software foi recentemente atualizado para permitir a simulação de grandes constelações de satélites em órbita terrestre baixa.
O aumento no número de grandes constelações de satélites adicionará milhares de objetos à órbita terrestre baixa nos próximos dez anos, aumentando a probabilidade de colisões e representando um risco para a sustentabilidade de todo o ambiente orbital. Este projeto marca um avanço significativo na identificação do valor comercial dos serviços de remoção ativa de detritos e na justificativa de ações para a remoção de satélites defeituosos, visando a manutenção do ambiente orbital. Os resultados obtidos a partir dos dados permitirão à Astroscale identificar quais estratégias de remoção de detritos são mais eficazes, fortalecendo a justificativa comercial para futuras missões de remoção de detritos.
“Os detritos representam uma ameaça para os satélites ativos dos quais dependemos diariamente. Embora a sociedade esteja cada vez mais consciente desse risco crescente, algumas operadoras de satélites ainda não reconheceram totalmente a importância da remoção de suas espaçonaves inativas”, disse John Auburn, Diretor Comercial da Astroscale. “Ao usar o DAMAGE para identificar e modelar o risco de colisão em órbita, esperamos quantificar o valor da remoção de detritos para a manutenção da sustentabilidade dos negócios.”
“Embora a missão da Astroscale seja tecnicamente muito desafiadora, um desafio igualmente grande, que exige ampla inovação, reside em comprovar a viabilidade comercial da remoção de detritos”, disse Harriet Brettle, Analista de Negócios da Astroscale. “Estamos ansiosos para trabalhar com o Professor Hugh Lewis na identificação de estratégias eficazes de remoção de detritos e na compreensão mais profunda do risco de colisões enfrentado por potenciais clientes futuros.”
O professor Hugh Lewis acrescentou: “É amplamente reconhecido que a remoção de detritos do ambiente orbital é importante para a sustentabilidade a longo prazo das atividades espaciais, mas é um desafio determinar a melhor forma de implantar as tecnologias de remoção para obter o máximo efeito. Estou muito satisfeito por trabalhar com a Astroscale para enfrentar esse desafio e permitir que seus engenheiros iniciem a jornada rumo a um futuro mais sustentável no espaço.”
A previsão é de que o projeto seja concluído e os resultados divulgados no verão de 2020.
FIM
O comunicado de imprensa em inglês está disponível.aqui.
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